Amigos do Cáster alertam para dois focos de poluição no Rio Cáster

A Associação Juvenil Amigos do Cáster denunciou a existência de dois focos de poluição no Rio Cáster, no Parque Urbano de Ovar, depois de ter recebido várias comunicações a alertar para o estado das águas.

A situação foi verificada esta terça-feira, 25 de agosto, durante uma deslocação da associação ao local. Segundo os Amigos do Cáster, a água apresentava-se bastante turva e com várias manchas de espuma à superfície, sobretudo junto aos pequenos açudes existentes no troço do rio que atravessa o Parque Urbano.

A associação refere ainda que algumas das manchas de espuma se acumulavam junto à vegetação das margens, apresentando um aspeto oleoso. Os Amigos do Cáster consideram que os sinais observados poderão estar relacionados com novas descargas poluentes e alertam para os impactos que estas situações poderão ter no ecossistema e na qualidade da água.

Perante o sucedido, a associação apresentou uma denúncia formal ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, tendo também solicitado à Câmara Municipal de Ovar que contribua para identificar a origem das descargas e mantenha uma articulação permanente com as autoridades para apurar eventuais responsabilidades.

Resíduos vegetais deixados no rio

Durante a mesma deslocação, os Amigos do Cáster identificaram uma segunda situação que consideram preocupante, relacionada com restos de vegetação resultantes de uma ação de limpeza das margens.

Ramos, canas e outros resíduos vegetais permaneciam acumulados nas margens e no leito do rio, numa zona próxima da entrada do Parque Urbano, junto à BP. A associação considera que esta matéria orgânica deveria ter sido removida após o corte, alertando para os efeitos da sua decomposição na qualidade da água.

Segundo os Amigos do Cáster, a acumulação de matéria orgânica pode contribuir para a redução dos níveis de oxigénio na água e para o aumento de nutrientes, favorecendo processos de eutrofização que podem prejudicar a biodiversidade existente no rio.

A associação acredita que os trabalhos de corte terão sido realizados pelos serviços municipais, no âmbito da manutenção do Parque Urbano, e apelou à Câmara Municipal para que proceda, com a maior brevidade possível, à remoção dos resíduos vegetais.

Foi igualmente solicitada a adoção de procedimentos que garantam a adequada formação dos trabalhadores responsáveis pela manutenção do espaço, de forma a assegurar que os resíduos resultantes das ações de limpeza sejam devidamente recolhidos e que situações semelhantes não voltem a ocorrer.

Os Amigos do Cáster defendem que ambos os casos devem ser corrigidos rapidamente e que devem ser apuradas e atribuídas responsabilidades relativamente às situações identificadas no Rio Cáster.