Balanço de Natal e Ano Novo: Mais cinco vítimas mortais e mais oito feridos graves (comunicado)
4 de Janeiro, 2025Campanha de Segurança Rodoviária “O melhor presente é estar presente”
No período de Natal e do fim de ano, entre 18 de dezembro de 2024 e 2 de janeiro de 2025, registaram-se 5.499 acidentes (menos 502 que no período homólogo anterior), dos quais resultaram 25 vítimas mortais (mais cinco do que em igual período do ano passado), 115 feridos graves (mais 8) e 1.692 feridos leves (mais 13).
Face ao período homólogo de 18 de dezembro de 2023 a 2 de janeiro de 2024, a sinistralidade rodoviária registada traduziu-se num aumento de 25,0% no número de vítimas mortais, de 7,5% no número de feridos graves e de 0,8% no número de feridos leves, mas teve uma diminuição de 8,4% no número de acidentes.
As 25 vítimas mortais resultaram de 25 acidentes nos distritos de Aveiro (2 vítimas mortais), Beja (1 vítima mortal), Braga (2 vítimas mortais), Castelo Branco (1 vítima mortal), Faro (3 vítimas mortais), Guarda (1 vítima mortal), Leiria (3 vítimas mortais), Lisboa (6 vítimas mortais), Porto (1 vítima mortal), Santarém (2 vítimas mortais), Setúbal (2 vítimas mortais) e Viseu (1 vítima mortal).
Nos restantes seis distritos do Continente – Bragança, Coimbra, Évora, Portalegre, Viana do Castelo e Vila Real – bem como na Região Autónoma da Madeira e na Região Autónoma dos Açores, o objetivo de zero mortos nas estradas portuguesas foi atingido.
Cerca de 64% das vítimas mortais registaram-se na Rede Municipal (16 vítimas mortais): 13 em arruamentos e 3 em Estradas Municipais. Por outro lado, aproximadamente 36% das vítimas mortais decorreram de acidentes na Rede Rodoviária Nacional (9 vítimas mortais): 4 em Estradas Nacionais, 3 em Autoestradas, 1 no Itinerário Principal e 1 em Itinerário Complementar.
Nos acidentes com vítimas mortais predominaram os despistes (16), que originaram 16 vítimas mortais (64% do total), e envolveram 8 veículos ligeiros, 7 motociclos, 1 quadriciclo e 1 veículo agrícola. Houve ainda 6 colisões, que originaram igual número de vítimas mortais e envolveram 9 veículos ligeiros, 2 motociclos e 2 velocípedes, bem como 3 atropelamentos, que envolveram 3 veículos ligeiros e que originaram 3 vítimas mortais.
As 25 vítimas mortais, 21 do sexo masculino, e quatro do sexo feminino, tinham idades entre os 19 e 76 anos.
12,1 milhões de veículos fiscalizados: um aumento de 6,3% face ao período homólogo
No período de 18 de dezembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025, foram fiscalizados 12,1 milhões de veículos, quer presencialmente, pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), quer através de controlo por radar, pela GNR, pela PSP e pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o que representou um aumento de 6,3% face ao período homólogo em que foram fiscalizados 11,4 milhões de veículos.
Do total dos veículos fiscalizados, foram registadas 65,8 mil infrações, distribuídas conforme quadro abaixo, resultando numa taxa de infração (n.º total de infrações/n.º total de condutores/veículos fiscalizados) de 0,55%, 12,7% abaixo da taxa de infração registada no período homólogo 2023/2024 (0,62%).
Total de Infrações | |
ANSR | 30 129 |
GNR | 28 600 |
PSP | 7 065 |
Total | 65 794 |
Relativamente à velocidade, foram fiscalizados 11,9 milhões de veículos, dos quais 10,2 milhões pelo SINCRO – Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (85,8% do total), da responsabilidade da ANSR.
Dos veículos fiscalizados por radar de velocidade, 37,8 mil circulavam com excesso de velocidade, dos quais 7,7 mil foram detetados pelos radares da GNR e da PSP e 30,1 mil pelos da ANSR, resultando numa taxa de infração (n.º total de infrações/n.º total de veículos fiscalizados) de 0,32%, inferior à registada no período homólogo (0,36%).
No que diz respeito à condução sob o efeito do álcool, foram submetidos ao teste de pesquisa de álcool 138,0 mil condutores, tendo 1.790 apresentado uma taxa de alcoolemia superior à máxima permitida, do que resultou um total de 894 detenções (taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2g/l) e 896 contraordenações rodoviárias (taxa de álcool no sangue abaixo de 1,2 g/l). A taxa de infração (n.º total de infrações/n.º total de testes de pesquisa de álcool realizados) foi de 1,30%, abaixo da taxa verificada no período homólogo anterior (1,48%).
Relativamente às restantes tipologias de infração, abaixo quadro resumo:
Tipo de infração | N.º |
Velocidade | 37 844 |
Álcool | 1 790 |
Habilitação legal para conduzir | 363 |
Seguro | 1 099 |
Inspeção periódica obrigatória | 3 322 |
Telemóvel | 635 |
Cinto de segurança e sist. retenção de crianças | 765 |
Outras | 19 976 |
Total | 65 794 |
Cerca de 493,3 Milhões de visualizações/contactos com a campanha “O Melhor Presente é estar Presente” da ANSR
A campanha de Natal e Ano Novo “O Melhor Presente é estar Presente” da ANSR, que decorreu entre 18 de dezembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025, contou com a parceria de mais de 368 entidades públicas e privadas, incluindo os Governos da Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, que se associaram na divulgação das mensagens da campanha, através dos seus sites institucionais e redes sociais próprias, rádios locais, regionais e nacionais, redes de publicidade exterior em várias cidades, através de cartazes, entre outros.
Para além dos meios dos parceiros, a campanha também esteve presente noutros formatos, designadamente TV, rádios – nacionais e regionais – imprensa regional, redes sociais, Waze, rede Multibanco, painéis Led Box da rede nacional de Estações de Serviço e Painéis de Mensagem Variável nas estradas portuguesas.
O número estimado de visualizações/contactos da campanha é de 493,3 milhões (resultados ainda provisórios).
Nesta época, milhares de famílias estiveram envolvidas em acidentes rodoviários. Por essa razão, muitos não estiveram presentes no momento de reunião e de celebração do Natal e do Ano Novo.
A sinistralidade rodoviária é um fenómeno com elevado impacto social, que se reflete, de forma dramática, na vida das pessoas. É também um fenómeno com graves consequências económicas para a sociedade.
As consequências da sinistralidade rodoviária são evitáveis.
Com o contributo de todos, podemos evitar as consequências dramáticas da sinistralidade rodoviária.
É para este objetivo que todos trabalhamos, todos os dias!
Comunicado da ANSR – Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária