A Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro do Bloco de Esquerda divulgou um comunicado onde manifesta preocupação com a anunciada redução de meios do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), considerando que a medida poderá comprometer a capacidade de resposta às situações de emergência, incluindo no concelho de Ovar.
No documento, o partido expressa solidariedade para com os profissionais do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) e com todos os técnicos de emergência pré-hospitalar, na sequência da denúncia feita pelo sindicato sobre a retirada de mais de uma centena de meios do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).
Segundo o comunicado, está prevista a retirada de 56 ambulâncias, a conversão de 46 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) em viaturas ligeiras e a afetação de parte destes recursos às Unidades Locais de Saúde (ULS), para assegurar transferências entre unidades hospitalares.
O Bloco de Esquerda considera que estas alterações representam uma diminuição da capacidade operacional do INEM, numa altura em que, refere, já existem dificuldades na resposta às ocorrências de emergência. A estrutura distrital entende ainda que esta opção poderá contribuir para um enfraquecimento do serviço público de emergência médica.
De acordo com os dados citados no comunicado, o distrito de Aveiro conta com sete concelhos diretamente abrangidos pela redução de meios: Águeda, Anadia, Arouca, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis e Ovar.
Perante esta situação, o Bloco de Esquerda apela às câmaras municipais destes concelhos, incluindo a Câmara Municipal de Ovar, para que se pronunciem publicamente contra a medida e solicitem ao Governo e à administração do INEM a sua reversão. O partido defende que as autarquias devem assumir um papel ativo na defesa de uma resposta eficaz às necessidades das populações em matéria de emergência médica.
No mesmo comunicado, a Comissão Coordenadora Distrital de Aveiro sustenta que o reforço dos meios do INEM deve ser uma prioridade, argumentando que a segurança e a saúde dos cidadãos não devem ser colocadas em causa por opções de reorganização do serviço. O partido conclui apelando à atuação conjunta do poder central e das autarquias para garantir a manutenção de um sistema de emergência pré-hospitalar com capacidade para responder às necessidades da população.
Foto: 24noticias.sapo.pt
