โ๐๐ฆ ๐๐จ๐ฅ๐ขฬ๐ญ๐ข๐๐จ ๐๐ฌ๐ฌ๐ฎ๐ฆ๐-๐ฌ๐โ
๐๐๐ซ๐ช๐ฎ๐ ๐๐ ๐๐๐ซ๐๐ง๐๐๐ฌ ๐๐จ ๐๐ฎ๐ฬง๐๐ช๐ฎ๐ข๐ง๐ก๐จ – ๐๐จ๐ซ๐ญ๐๐ ๐๐ฬง๐: ๐ช๐ฎ๐๐ง๐๐จ ๐จ๐ฌ ๐๐๐๐ญ๐จ๐ฌ ๐๐๐ฌ๐ฆ๐จ๐ง๐ญ๐๐ฆ ๐ ๐ง๐๐ซ๐ซ๐๐ญ๐ข๐ฏ๐
Ao longo das รบltimas semanas, os vareiros assistiram a um lamentรกvel exercรญcio de desresponsabilizaรงรฃo polรญtica relativamente ao abate de รกrvores realizado no Parque de Merendas do Buรงaquinho, em Cortegaรงa.
Perante a indignaรงรฃo de muitos cidadรฃos, a Cรขmara Municipal de Ovar e a Junta de Freguesia de Cortegaรงa optaram por uma estratรฉgia simples, a de afastar de si qualquer responsabilidade e atribuรญ-la ao Instituto da Conservaรงรฃo da Natureza e das Florestas (ICNF), invocando o Decreto n.ยบ 8/2001, de 18 de maio, como justificaรงรฃo para a intervenรงรฃo realizada.
Esta versรฃo foi repetida publicamente, transmitida aos vereadores, aos deputados municipais e aos autarcas de freguesia, numa tentativa clara de fazer crer que a decisรฃo nรฃo resultava da vontade ou da iniciativa dos responsรกveis polรญticos locais, mas de uma alegada obrigaรงรฃo legal ou de uma imposiรงรฃo externa.
๐๐ฌ ๐๐ฅ๐๐ข๐ญ๐จ๐ฌ ๐๐จ ๐๐๐ซ๐ญ๐ข๐๐จ ๐๐จ๐๐ข๐๐ฅ๐ข๐ฌ๐ญ๐ ๐ง๐ฎ๐ง๐๐ ๐๐๐๐ข๐ญ๐๐ซ๐๐ฆ ๐๐ฌ๐ฌ๐ ๐๐ฑ๐ฉ๐ฅ๐ข๐๐๐ฬง๐ฬ๐จ.
Fizemo-lo porque a leitura do Decreto n.ยบ 8/2001 nรฃo sustentava as conclusรตes apresentadas pela Cรขmara Municipal e pela Junta de Freguesia. Fizemo-lo porque procurรกmos conhecer os antecedentes do processo junto de quem acompanhou a desafetaรงรฃo daquela รกrea. E fizemo-lo porque os factos apontavam sempre no mesmo sentido: a responsabilidade pela gestรฃo daquele espaรงo pertence ร s entidades autรกrquicas e nรฃo ao ICNF.
Particularmente reveladora foi a postura assumida pelo Presidente da Junta de Freguesia de Cortegaรงa, Paulo Pinheiro, na รบltima reuniรฃo da comissรฃo especializada da Assembleia Municipal. Perante as questรตes colocadas, limitou-se a reproduzir uma versรฃo previamente preparada, num registo marcado por hesitaรงรตes e evidente desconforto. A imagem transmitida foi a de quem procurava sustentar uma narrativa conveniente, e nรฃo a de quem assume, com clareza e convicรงรฃo, as responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa.
Mas os factos tรชm uma caracterรญstica incรณmoda, acabam sempre por surgir.
๐๐ ๐ฌ๐๐ช๐ฎ๐ฬ๐ง๐๐ข๐ ๐๐ ๐ฎ๐ฆ ๐ฉ๐๐๐ข๐๐จ ๐๐ ๐๐ฌ๐๐ฅ๐๐ซ๐๐๐ข๐ฆ๐๐ง๐ญ๐จ ๐ฎ๐จ ๐๐๐๐ ๐๐จ๐ข ๐จ๐๐ญ๐ข๐๐ ๐ฎ๐ฆ๐ ๐ซ๐๐ฌ๐ฉ๐จ๐ฌ๐ญ๐ ๐จ๐๐ข๐๐ข๐๐ฅ ๐ช๐ฎ๐ ๐๐ฌ๐๐ฅ๐๐ซ๐๐๐ ๐๐ ๐๐จ๐ซ๐ฆ๐ ๐๐๐๐ข๐ง๐ข๐ญ๐ข๐ฏ๐ ๐๐ช๐ฎ๐ข๐ฅ๐จ ๐ช๐ฎ๐ ๐ ๐๐ฬ๐ฆ๐๐ซ๐ ๐๐ฎ๐ง๐ข๐๐ข๐ฉ๐๐ฅ ๐ ๐ ๐๐ฎ๐ง๐ญ๐ ๐๐ ๐ ๐ซ๐๐ ๐ฎ๐๐ฌ๐ข๐ ๐ฉ๐ซ๐จ๐๐ฎ๐ซ๐๐ซ๐๐ฆ ๐๐ฎ๐ซ๐๐ง๐ญ๐ ๐ฌ๐๐ฆ๐๐ง๐๐ฌ ๐ฒ๐๐ฐ๐ผ๐ป๐ฑ๐ฒ๐ฟ ๐ฎ๐ผ๐ ๐บ๐๐ป๐ถ๐ฐ๐ถ๐ฝ๐ฒ๐.
๐ ๐๐๐๐ ๐๐๐ข๐ซ๐ฆ๐ ๐๐ฑ๐ฉ๐ซ๐๐ฌ๐ฌ๐๐ฆ๐๐ง๐ญ๐:
โ๐๐ง๐๐จ๐ซ๐ฆ๐๐ฆ-๐ฌ๐ ๐. ๐๐ฑ๐๐ฌ ๐ช๐ฎ๐ ๐ ๐ฌ๐จ๐ฅ๐ข๐๐ข๐ญ๐๐ฬง๐ฬ๐จ ๐ฉ๐๐ซ๐ ๐๐จ๐ซ๐ญ๐ ๐๐ฑ๐ญ๐ซ๐๐จ๐ซ๐๐ข๐ง๐ฬ๐ซ๐ข๐จ ๐๐ ๐ฆ๐๐ญ๐๐ซ๐ข๐๐ฅ ๐ฅ๐๐ง๐ก๐จ๐ฌ๐จ ๐ช๐ฎ๐ ๐๐จ๐ง๐ฌ๐ญ๐ข๐ญ๐ฎ๐ข๐ฎ ๐จ ๐๐จ๐ญ๐ ๐ง.ยบ ๐๐๐/๐๐๐๐ ๐๐จ๐ข ๐๐๐๐ญ๐ฎ๐๐๐ ๐ฉ๐๐ฅ๐จ ๐๐๐ซ๐ฏ๐ข๐ฬง๐จ ๐๐ฎ๐ง๐ข๐๐ข๐ฉ๐๐ฅ ๐๐ ๐๐ซ๐จ๐ญ๐๐ฬง๐ฬ๐จ ๐๐ข๐ฏ๐ข๐ฅ ๐๐ ๐๐ฬ๐ฆ๐๐ซ๐ ๐๐ฎ๐ง๐ข๐๐ข๐ฉ๐๐ฅ ๐๐ ๐๐ฏ๐๐ซ.โ
๐๐๐ข๐ฌ ๐๐ฌ๐๐ฅ๐๐ซ๐๐๐:
โ๐๐จ๐๐ ๐ ๐ฬ๐ซ๐๐ ๐ช๐ฎ๐ ๐๐จ๐ซ๐ซ๐๐ฌ๐ฉ๐จ๐ง๐๐ ๐๐จ ๐๐จ๐ญ๐ ๐ง.ยบ ๐๐๐/๐๐๐๐ ๐ง๐ฬ๐จ ๐ฌ๐ ๐๐ง๐๐จ๐ง๐ญ๐ซ๐ ๐ฌ๐ฎ๐ฃ๐๐ข๐ญ๐ ๐ฬ ๐๐๐ซ๐ฏ๐ข๐๐ฬ๐จ ๐๐ฎฬ๐๐ฅ๐ข๐๐ ๐๐ ๐๐๐ ๐ข๐ฆ๐ ๐ ๐ฅ๐จ๐ซ๐๐ฌ๐ญ๐๐ฅ, ๐ฉ๐จ๐ซ ๐๐จ๐ซ๐ฬง๐ ๐๐จ ๐๐๐๐ซ๐๐ญ๐จ ๐ง.ยบ ๐/๐๐๐๐, ๐๐ ๐๐ ๐๐ ๐ฆ๐๐ข๐จ, ๐ช๐ฎ๐ ๐๐๐ฌ๐๐๐๐ญ๐ ๐๐จ ๐๐๐ ๐ข๐ฆ๐ ๐ ๐ฅ๐จ๐ซ๐๐ฌ๐ญ๐๐ฅ ๐๐๐ซ๐๐ข๐๐ฅ ๐ฎ๐ฆ๐ ๐ฬ๐ซ๐๐ ๐๐ ๐ ๐ก๐๐๐ญ๐๐ซ๐๐ฌ (…) ๐ฌ๐๐ง๐๐จ ๐ ๐ ๐๐ฌ๐ญ๐ฬ๐จ ๐๐๐ฌ๐ญ๐ ๐ฬ๐ซ๐๐ ๐๐ ๐๐จ๐ฆ๐ฉ๐๐ญ๐ฬ๐ง๐๐ข๐ ๐๐ ๐๐ฎ๐ญ๐๐ซ๐ช๐ฎ๐ข๐ ๐ฉ๐ซ๐จ๐ฉ๐ซ๐ข๐๐ญ๐ฬ๐ซ๐ข๐ ๐๐จ ๐ญ๐๐ซ๐ซ๐๐ง๐จ.โ
Os factos sรฃo claros e nรฃo deixam espaรงo para ambiguidades.
Foi a Cรขmara Municipal de Ovar que solicitou o corte extraordinรกrio do material lenhoso.
A รกrea em causa nรฃo se encontra sujeita ao Regime Florestal Parcial.
A gestรฃo da รกrea รฉ da competรชncia da autarquia proprietรกria do terreno, Junta de Freguesia de Cortegaรงa.
Perante estes esclarecimentos oficiais, cai por terra a narrativa construรญda ao longo das รบltimas semanas. Cai a tentativa de atribuir responsabilidades ao ICNF. Cai a alegaรงรฃo de que o Decreto n.ยบ 8/2001 impunha ou justificava a intervenรงรฃo realizada. E cai, sobretudo, a ideia de que os responsรกveis polรญticos locais nada tinham a ver com a decisรฃo tomada.
O esclarecimento do ICNF deixa uma questรฃo polรญtica incontornรกvel. Porque insistiram a Cรขmara Municipal e a Junta de Freguesia em atribuir a terceiros uma responsabilidade que, afinal, lhes cabia?
Paulo Pinheiro teve vรกrias oportunidades para esclarecer os factos. Preferiu reafirmar uma versรฃo que hoje se sabe nรฃo corresponder ao que consta da informaรงรฃo oficial. Domingos Silva teve igualmente oportunidade para esclarecer os cidadรฃos e assumir as decisรตes tomadas. Tambรฉm nรฃo o fez.
Na polรญtica, os erros podem ser explicados. As decisรตes podem ser defendidas. O que nรฃo รฉ aceitรกvel รฉ procurar transferir responsabilidades para outras entidades quando os documentos oficiais demonstram exatamente o contrรกrio.
Os cidadรฃos nรฃo exigem perfeiรงรฃo aos seus representantes. Exigem verdade, transparรชncia e coragem para assumir as consequรชncias das suas decisรตes.
Porque um polรญtico pode errar.
Mas um polรญtico que se respeita assume os seus atos.
E quando os factos falam, as narrativas deixam de servir.
๐๐๐ฅ๐ ๐ฏ๐๐ซ๐๐๐๐ ๐ ๐ฉ๐๐ฅ๐ ๐ญ๐ซ๐๐ง๐ฌ๐ฉ๐๐ซ๐ฬ๐ง๐๐ข๐.
Os Vereadores do PS Ovar
Emanuel Oliveira
Fernando Camelo de Almeida
Eva Oliveira

