Esclarecimento de Posição Institucional e Demarcação Formal da Plataforma Cívica AGIR!
Informação: Verdade da defesa.
O Coração Vareiro, por este meio, comunica publicamente o seguinte:
A nossa missão sempre se focou exclusivamente em intervir, de forma cívica, independente e autónoma.
Ao longo dos anos da nossa existência, sempre intervimos, informamos e realizámos atividades, desde o Festival HOPE, apoio aos refugiados Ucranianos (Sinalização do Edifício Girassol) e, o mais importante de tudo, as duas grandes manifestações:
ACORDA! OVAR PELA TUA SAÚDE
A primeira liderada por Daniela Patarena.
A segunda liderada por Lígia Pode.
A primeira originou uma intervenção contundente da Daniela Lopes na Assembleia Municipal, onde afirmou com convicção: “Estou aqui de Coração e sou do Coração Vareiro”.
A partir daí, decidiu-se que era necessário ir além das palavras e agir, pois todos estavam e estão conscientes da estagnação do município.
O coletivo CV, composto por Jaime Milhomens, Daniela Lopes, Jacinta Oliveira, M. Andrade, José Mendes e Maria Santos, decide sondar figuras com perfil de “fazedores”, enceta os primeiros contactos e apresenta o projeto. Este motiva, desde logo, grande aceitação, mas por um ou outro motivo profissional, dois dos potenciais pedem escusa, mas apoiam.
O CONVITE:
Lígia Pode aceita o convite feito por Jaime Milhomens para ser candidata à Câmara Municipal de Ovar.
É desenvolvida uma estratégia de marketing político para dar a conhecer Lígia Pode e um projeto político.
Na fase inicial, adota-se o nome somente de CORAÇÃO, como é evidente na apresentação da candidatura, com o slogan:
AGIR! Pelo desenvolvimento da nossa terra.
Que passa a ser o nome final e assumido pela Plataforma Cívica.
O símbolo mantém-se o CORAÇÃO e pede-se à designer para o dividir em 8 partes, correspondentes a cada uma das freguesias, para passar uma imagem de equidade entre todas.
Ao tornar-se FUNDADOR E COORDENADOR POLÍTICO do AGIR, JM fica responsável pelo PROGRAMA CÍVICO DE PODER (Aqui está o meu programa legítimo de PODER: dar PODER A OVAR) e pela elaboração das listas.
Responsável e administrador de todas as páginas das redes sociais (da cabeça de lista à CMO, AMO, aos candidatos à Junta. Com consentimento e agora posto em causa, imagine-se, por partilhar o discurso da Deputada Daniela Patarena).
Sob a sua orientação e criação, são lançadas um conjunto de exposições para aproximar a população da Plataforma e defender uma Cultura de Proximidade, Identitária e Descentralizada.
Organizo duas visitas à Assembleia da República, uma relacionada com a Saúde e outra pela reconversão das freguesias.
Ao mesmo tempo que começa os contactos com instituições em que dou a cara pelo projeto, idealizo e promovo a recolha de assinaturas.
Trabalho este árduo e pro bono, sem qualquer tipo de remuneração.
(Nunca foi empregado de ninguém.)
Inclusive paguei pequenas despesas de atividade corrente.
Reuniões de trabalho duras e exigentes, com três momentos tensos:
Primeiro, por causa do ACORDO COM O CDS. Defendi sempre receber apoio de quem o quiser dar, acordos, NUNCA.
Segundo, por causa de uma posição particular de cariz social, de um membro, que era desnecessária.
Terceiro, por considerar haver usurpação de funções por parte da líder, principalmente na parte da Comunicação.
Rutura política, em Setembro
Assim sendo, a rutura originou-se a 2 de Setembro (Ver dois textos importantes em comentários), já não acompanhei os debates nas rádios.
Continuei a acompanhar nos grupos de WhatsApp, estive presente nas atividades para as quais era convidado ou eram públicas, sem impor a minha presença.
Mesmo depois de sair da coordenação, acompanhei e participei em todas as reuniões oficiais dos candidatos à AMO e na elaboração do seu Manifesto.
Sobre a AMO, e desde sempre, foi definido que seríamos OPOSIÇÃO caso não se ganhassem as eleições.
Transmeti esta intenção internamente e aos primeiros elementos da lista, inclusive os contactos informais com Fernando Camelo de Almeida em S. João pelo S. João e ao David Oliveira no FESTA.
Segunda-feira após as eleições, tomo conhecimento que Salvador Malheiro contacta Tiago Martins, cabeça de lista à AMO, mas Vice-Presidente do CDS, para que os Deputados Independentes apoiem a sua candidatura.
Ao tomar conhecimento desta situação, intervenho e desenvolvo contactos, em nome próprio, com toda a Oposição eleita para proteger o projeto inicial da plataforma que consistia em:
Não ser favorável à acumulação de cargos (Salvador Malheiro, Secretário de Estado + Presidente da Assembleia Municipal), ontem já teve a sua primeira falta representativa ao não estar presente nas comemorações do Dia da Freguesia de Arada.
O resultado eleitoral deu uma maioria clara à Oposição através do voto direto.
Os resultados são desvirtuados pelas inerências dos Presidentes de Junta.
Em diálogo, foi apresentada uma lista sem qualquer compromisso, que não fosse uma Mesa Plural representativa dos deputados, por ordem da votação das forças políticas PS + Deputados Independentes eleitos na lista AGIR + M2030.
Uma posição POSITIVA, dado que não se pode comparar a terminologia invocada de coligação negativa (terminologia partidária, agora utilizada pela plataforma AGIR!).
Não estava em causa qualquer acordo de governação, bem pelo contrário, a exigência de maior transparência e fiscalização perante o PSD.
O AGIR apoiar a eleição de Salvador Malheiro é a negação da sua própria essência política.
Declarações públicas, da ex candidata e atual Vereadora a Meio Tempo:
“Nós vamos fazer oposição!”
“Auditoria às contas!”
“Auditoria aos processos!”
“O que mais pesa é a questão da corrupção.”
“Já perdemos mais de 150 milhões de euros.”
“Parece que vivemos em Paraíba.”
Vivemos em Ovar. Não devemos ter comportamentos políticos da américa latina.
Plataforma Cívica
“Conjunto de ideias, princípios ou objetivos”, como uma “plataforma eleitoral”.
É esta a definição de uma plataforma eleitoral.
Ataque à liderança?
Isso não existe.
Muito menos à Lígia Pode, a quem dedico respeito e consideração.
Não vou sequer retribuir a falta de cordialidade.
No entanto, é fundamental que exista tolerância democrática e a capacidade de escutar, é assim a política
As críticas políticas não devem ser vistas como ataques pessoais, especialmente quando se baseiam nos princípios fundadores do AGIR, que foram apresentados ao eleitorado.
A minha discordância politica do acordo com o PSD é pública e estou certo que é da esmagadora maioria do eleitorado, que agiu pela MUDANÇA.
O repúdio ao acordo PSD / AGIR Ovar
https://www.facebook.com/share/p/1Sgz7T77yz/
Passado um mês sobre o ato eleitoral
Esclarecimento de Vínculos:
Esclarecemos inequivocamente todo processo de divórcio e separação da
Plaforma Cívica AGIR! Pelo desenvolvimento da Nossa Terra
Demarcação Formal
O Coração Vareiro demarca-se formalmente de todas as ações, posições e iniciativas tomadas pela supracitada Plataforma Cívica AGIR!.
Estivemos na sua genese, vimos no último de campanha, uma comunicação surreal a colocar em causa paternidade politica do projeto cívico.
Embora possamos partilhar a preocupação pelo desenvolvimento de Ovar.
Os objetivos e estrutura são totalmente distintos e agora independentes.
Autonomia e Independência:
Sublinhamos a nossa total autonomia e independência face a quaisquer outras plataformas, associações ou movimentos, sejam eles de cariz cívico, político ou outro.
A nossa atuação pauta-se unicamente pelo interesse de contributir com ideias e projetos alternativos para o Munícipio de Ovar.
Não nos arrependemos deste contributo cívico, trouxemos as nossas ideias a público, debatemos, e demos o nosso contributo, se alguns dos autarcas eleitos, se deixaram apanhar no “Abraço do PSD” é uma opção que não compreendemos e origina uma total rutura.
P’lo Coletivo do CV
Jaime Gomes Milhomens