A deputada do PSD Carolina Marques defendeu esta sexta-feira no Parlamento as políticas do governo para a educação, em contraponto com “propostas genéricas que soam bem no papel”, como as que ali estavam em discussão apresentadas pelo PCP. A parlamentar social democrata intervinha no plenário, na discussão de um projeto de resolução dos comunistas, defendendo as medidas do executivo “que já estão a transformar o sistema educativo”.
“O debate em educação exige muito mais do que retórica. Exige responsabilidade técnica, visão coordenada e compromisso com a realidade das escolas” – vincou Carolina Marques no plenário, enquanto se discutia iniciativa do PCP que pretendia garantir professores a todos os estudantes e valorizar professores e educadores.
Carolina Marques classificou o projeto comunista como “vago no que diz respeito ao calendário, à dotação orçamental e plano de execução”, dando-o como “um catálogo de propostas que carecem de viabilidade técnica”, para sublinhar que “enquanto uns pairam, o governo da AD age e transforma, com resultados, com estratégia”, promovendo “uma reforma estrutural com respostas de urgência”.
Sustentando que “após décadas de desinvestimento, a educação voltou a ser tratada como uma prioridade”, a deputada aveirense deu exemplos de reformas já encetadas pelo governo, como o apoio à deslocação a todos os professores, que, estando colocados a mais de 70 quilómetros da sua residência fiscal passam a receber um apoio à deslocação, num investimento de 25 milhões de euros que garante que as escolas mais afastadas não fiquem sem docentes.
“As medidas do governo na AD não são flaches de propaganda. São respostas calibradas que asseguram a continuidade da educação, valorizam os profissionais e protegem os alunos, garantindo que a reforma estrutural avance sem que o sistema entre em colapso” – asseverou Carolina Marques na sua intervenção, referindo-se ao “Plano + aulas + sucesso”, criado para que o sistema funcione enquanto se opera a reforma estrutural, reformas como a reorganização da carreira docente, valorização dos perfis funcionais dos assistentes, integração de técnicos especializados nos quadros, reforço da formação inicial contínua e ajustes à mobilidade por doença.
A parlamentar social democrata acusou o PCP de recorrer “à retórica fácil da escola pública centralizada, ou à ideia de que tudo se resolve com mais despesa e menos planeamento”, recordando que “durante a geringonça a educação foi mantida num total impasse, sem reformas estruturais, nem reformas de urgência”.
“O governo não espera que as reformas amadureçam para agir. Intervém para estabilizar o sistema e preparar o futuro. Enquanto outros se limitam a redigir resoluções genérica sobre valorização da carreira docente ou a redução da burocracia, o governo tem apresentado propostas sérias e implementáveis” – vincou Carolina Marques, concluindo com a ideia de que “o PCP finge ignorar que estas medidas de emergência não pretendem ser a solução definitiva, mas sim instrumentos de estabilização enquanto a reforma estrutural ganha corpo”.
Comunicado do Grupo Parlamentar PSD/Aveiro PSD