Câmara Municipal de Ovar
A candidatura social-democrata de Domingos Silva foi a mais votada para a Câmara Municipal de Ovar. O PSD conseguiu uma vitória consistente com 37,4 % (somando cerca de 11,6 % de avanço sobre o PS) e confirmou o seu favoritismo inicial e continuou a ser o partido com mais força no eleitorado vareiro. Algumas das obras realizadas nos últimos 12 anos continuaram a ter o seu peso neste resultado. Contudo, o resultado verificado foi insuficiente para garantir a maioria absoluta, visto que os sociais-democratas deixam de ter 7 vereadores, passando a ter 4 vereadores em 9 possíveis. Este resultado deve-se, em boa parte, ao crescimento da oposição.
Efectivamente, o PS encabeçado por Emanuel Oliveira aumentou a sua votação nestas eleições, chegando aos 25,8% e aumentando de 2 para 3 vereadores. O filho do histórico e antigo presidente Manuel Oliveira (cujo papel presidencial foi memorável no executivo autárquico) devolveu assim algum orgulho às hostes socialistas, o que prova a boa campanha autárquica realizada, procurando fazer algumas chamadas de atenção para alguns problemas no concelho.
O AGIR foi a terceira força política com 15,3%, elegendo uma vereadora – a sua cabeça de lista, Lígia Pode, um resultado que pode ser considerado positivo, embora o AGIR sonhasse naturalmente com mais. No entanto, tendo em conta o facto de ser uma lista independente que se candidata pela primeira vez, é justo referir que esta plataforma cívica vai deixar igualmente a sua marca na vida municipal. Por isso, Lígia Pode acrescentou bastante conteúdo ao debate político nos últimos meses.
Na quarta posição, temos o Chega com Flávio Costa que também esteve sempre assertivo nas entrevistas e nos debates, e por isso, com 8,1%, consegue ser eleito como vereador. Também o facto do Chega ter apostado nalguma juventude e em projectos de mais creches em Ovar parece ter colhido a atenção do eleitorado.
Por outras palavras, na vereação municipal, o PSD elegeu 4, o PS 3, o AGIR 1 e o Chega 1. O Movimento 2030 esteve perto de eleger 1 vereador, mas voltou a falhar por pouco esse objectivo! A CDU e o Bloco de Esquerda não conseguiram também entrar na vereação.
Quanto a cenários de governabilidade, o PSD deverá procurar entendimentos com todos os partidos na vereação, mas em último caso, bastará o apoio de um dos três partidos da oposição aqui representados para viabilizar, numa primeira instância, as decisões do seu executivo, contudo, na Assembleia Municipal de Ovar, as contas são ainda mais complexas.
Assembleia Municipal de Ovar
Na Assembleia Municipal de Ovar, a lista encabeçada por Salvador Malheiro (PSD) foi a mais votada, somando 35,8%, contudo apenas elegeu 11 em 27 deputados possíveis para a Assembleia Municipal de Ovar. Por seu turno, o PS aqui liderado por David Oliveira conseguiu 25,5%, com os socialistas a terem 8 deputados. Seguem-se o AGIR de Tiago Martins (15,2%) com 4 deputados, o Chega de Jorge Bandeira (8,7%) com 2 deputados e o Movimento 2030 de Arnaldo Oliveira (6,4%) com 2 deputados. Por sua vez, a noite eleitoral foi para esquecer para a CDU e para o Bloco de Esquerda, com votações inferiores a 2%, não conseguiram eleger qualquer deputado na Assembleia Municipal de Ovar, perdendo a sua representatividade anterior.
Em termos de cenários de governabilidade neste órgao soberano, o PSD terá que conseguir uma maioria de 14 deputados em 27, o que implica um acordo directo com o AGIR (ou com o PS), visto que os dois deputados do Chega ou do Movimento 2030 (excepto se os dois se juntarem nesse sentido), só por si, não são suficientes para uma maioria de governação na Assembleia Municipal de Ovar.
Por outras palavras, o PSD voltou a merecer a confiança da população, mas terá que dialogar e conversar com a oposição, de forma a imprimir um rumo estável nos próximos quatro anos.

Resultados da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna – Câmara Municipal de Ovar
