Editorial Jornal Agosto | Aurélio Gomes

O Mês de Agosto em Portugal | É o auge das férias de Verão.

A Indústria é reduzida substancialmente. Muitas empresas fecham cerca de 15 dias, e outras vão trabalhando na maioria dos casos a 50%. Mas com comercio a “retalho” já não é assim, as lojas ganham mais vida, e a restauração vê o número dos seus clientes a aumentar significativamente.

Para muita gente é uma oportunidade de conviver com os seus familiares que estão mais distantes ou mais ocupados durante grande parte do restante ano.

A nossa diáspora regressa temporariamente de forma significativa. E com esta situação vamos assistindo a algo muito curioso; muitas conversas em multilíngues, e o português vai-se misturando com palavras de outros países, mesmo dentro da mesma família ora numa língua ora noutra.

Na minha opinião, ás crianças nascidas noutros países de pais imigrantes, deviam aprender a língua dos pais. Isso só os enriquece pela possibilidade saber falar outra(s) língua(s), por pouco que seja, porque a língua do país onde nasceram, essa estará sempre garantida. É a sua língua nativa. Todos sabemos que o saber não ocupa espaço.

Mas também é um mês em que muitos portugueses deixam as cidades e regressam temporariamente às suas terras de origem.

Portanto o mês de agosto é:

Tipicamente um mês de descanso, de idas á praia, o calor convida e as praias enchem-se.

De reencontro entre familiares e amigos e visita das terras que deixaram por qualquer motivo, nomeadamente, ter uma vida melhor.

 O tempo de se sentar á mesa com familiares e amigos, de conversar sem pressa e de recordar histórias que fazem parte da nossa da nossa vida.

De festas, muitas de cariz religioso com as respetivas procissões, e romarias que vão acontecendo por todo o País, envolvendo comunidades e atraindo muita gente, tendo aqui o fogo de artificio um papel de grande importância.

De arraiais com bailaricos, concertos e barracas de comes e bebes, com o fogo de artificio, mais uma vez, a dar uma ajuda na animação.

De muito convívio ao ar livre, lembremo-nos dos picnics, e muitas atividades nomeadamente desportivas, porque o clima, quente e seco, assim o convida.

Neste mês parece que as aldeias, vilas e cidades (mais pequenas) ganham uma vida diferente.

As ruas enchem-se, as casas vão pontualmente enchendo-se, e tudo ganha um movimento atípico, tendo em conta o resto do ano em que tudo é mais tranquilo.

É um tempo em que o país parece ganhar outro ritmo, por isso ser um mês muito especial.

De forma resumida, quando falamos de agosto, falamos de saudade, de família, amizade e tradição, e precisamente por essa razão, este mês, ocupa um lugar tão especial na vida e nas recordações de tantos portugueses.

Por curiosidade: O mês agosto vem do latim Augustus.

O mês chama-se originalmente Sextilis. No ano 8 A.C. o Senado romano decidiu mudar o nome para Augustus, em homenagem ao imperador Octávio Augusto. Chegou muito mais tarde ao português como agosto.

Já o julho também recebeu o nome dum imperador romano: Júlio César.

Assim, podemos dizer que agosto é literalmente, o “mês de Augusto” em homenagem ao imperador Romano