Editorial Jornal Julho 2026 | Aurélio Gomes

Inteligência Artificial

Não sendo um experto nesta área, muito longe disso, atrevo-me a escrever sobre este tão importante tema.

Temos pela frente mais um grande avanço tecnológico, que realiza tarefas normalmente associados á inteligência humana, mas superam-na na velocidade e amplitude de cálculo. A IA consegue analisar informação, vai “aprendendo” com exemplos, sendo um grande potencial de benefícios em áreas como:

   Educação – Apoio no estudo e explicação de matérias,

   Medicina – Apoio á investigação, diagnóstico e tratamento. A medicina pelo que me vou apercebendo usa muito esta ferramenta.  

   Comunicação – tradução, otimização de textos em respostas e outros

   Transportes – nos sistemas de navegação

Também nas empresas e na nossa vida quotidiana, tem grandes vantagens que não se podem deixar de aproveitar, sob pena de ficarmos para trás.

Portanto a IA traz-nos grandes benefícios, pela sua rapidez e simplicidade com que é possível obter informação e orientações, processamentos complexos, conteúdos mediáticos e formas de assistência concreta, no fundo vai simplificando a nossa vida.

Mas contudo, como tudo na vida, tem de ter um uso equilibrado, para não se tornar prejudicial. Pontos negativos a saber:

   Pode tirar a criatividade e diminuir a nossa imaginação, por delegarmos em demasia na IA. Ela vai automatizando diversas situações do nosso dia adia, como sugerir respostas, corrigir textos, etc., etc.

No estremo pode criar dependência fazendo com que as pessoas deixem de pensar, ou procurar outra informação.

   Pode ser meio de isolamento porque sem nos apercebermos podemos cair no erro ou tentação de em vez de termos um relacionamento humano, passarmos a termos um relacionamento com uma máquina despida de qualquer sentimento ou emoções, mas que nos vai prendendo ao ecrã, criando muitas vezes, pessoas virtuais para nossa companhia.

   Pode ser uma ferramenta deturpadora da realidade e pode também colocar em risco a nossa privacidade.

   Pode pontualmente criar desemprego numa comunidade ou a muitas pessoas, mas isso de princípio, será temporário, mas muitos, muitos serão beneficiados. (sobre o que acabo de escrever, sei que muita gente não é da mesma opinião, mas agora não é altura de justificar o dito, talvez dê origem a outro artigo de opinião).

Chegados aqui, vimos muito resumidamente as grandes vantagens da IA e alguns riscos associados:

Tudo, ou quase tudo, na vida tem as duas faces da moeda. E por isso temos sempre, que usar filtros. Essa técnica vamos naturalmente aperfeiçoando-a no nosso viver, no nosso dia-a-dia.

Mas falando em vantagens e riscos, por ex., uma situação que lidamos diariamente com ela, os transportes rodoviários. Tentando fazer uma analogia destes com a IA, podemos dizer que em média todos os dias morre uma ou duas pessoas (para evitar valores com décimas).Logo podíamos dizer que o transporte rodoviário é muito… muito mais perigoso do que a IA.

Mas alguém pensa nisso quando precisa de o usar o transporte? Pode até pensar, mas não deixa de o usar. Não… hoje não podemos imaginar vivermos sem o transporte rodoviário, porque isso seria regredir muitos séculos da evolução humana com uma carga negativa brutal da nossa existência.

Com a IA, a situação é semelhante, se não acompanharmos a evolução tecnológica que continua com desenfreados avanços, ficaremos para trás, com o nosso desenvolvimento diminuído.

Um povo mais inteligente do que outro, de princípio é mais rico, em todas, ou quase todas, as variáveis do nosso viver. Ora se juntarmos á inteligência humana, que deve e será sempre superior, a outra artificial, elas somam-se, logo os humanos aumentarão muito a sua capacidade.

 Esta ferramenta, a IA que muitos cérebros de nível superior, estão a desenvolver, vai enriquecer o viver daqueles que aderirem ao seu uso, em todas as vertentes. Que não haja dúvidas, ou acompanhamos ou sentir-nos-emos mais pobres.

Há pessoas, grupos e países que ainda oferecem resistência a esta nova tecnologia, e necessariamente, vão-se distanciando negativamente no seu viver, de outros.

Esta ferramenta vai aumentando a diferença da qualidade de vida de uns países relativamente a outros, e vamos assistindo por ex. como os Estados Unidos e a China investem nesta tecnologia, e assim vão aumentando o “fosso” em termos de riqueza no geral, relativamente a outros.

Para concluir, o nosso viver implica um esforço continuo, para acompanhar o avanço tecnológico, para sentirmos que pertencemos à sociedade em que estamos a viver.