A este propósito, a ovarense Ana Marta Matos (que desempenha atualmente funções como membro eleito pelo Partido Socialista, na Assembleia Municipal de Ovar), transmitiu que irá avançar com a sua recandidatura à Presidência da referida Estrutura Federativa, sob o mote “Porque o FUTURO importa, vamos fazer a diferença”.
Segundo Ana Matos, a mesma referiu que “encara esta recandidatura, com sentido de responsabilidade e de compromisso, tendo por objetivo consolidar a coesão da Estrutura Federativa, sem deixar de procurar contribuir para o seu crescimento”.
No seu entender “a Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas de Aveiro pode (e deve) continuar a dar o seu contributo na sociedade civil”, no entanto, ressalva que “prosseguir com este desiderato é algo que depende de um conjunto de pessoas dos dezanove concelhos que compõem este distrito, e não de uma pessoa apenas. Fazemos parte de um distrito que está dotado de mulheres muito empoderadas em setores como a justiça, o turismo, a educação, a ciência, a tecnologia, a proteção civil, o empreendedorismo, do setor artístico, entre muitas outras áreas. Mas não são apenas estas mulheres que merecem o nosso reconhecimento. Não podemos esquecer das nossas operárias, das nossas trabalhadoras do setor do peixe ou da agricultura, bem como, daquelas que fazem das limpezas a sua profissão, assim como, das nossas cuidadoras. Seria impossível elencar todas as áreas profissionais onde as mulheres do nosso distrito se destacam e se empoderaram. Apesar dos avanços significativos, estas mulheres ainda enfrentam desafios muito sérios, como a disparidade salarial, a conciliação entre a vida profissional e pessoal e a representatividade nos cargos de liderança. Mas os desafios não se ficam por aqui, não nos esqueçamos do elevado índice de violência doméstica praticado contra estas (sem menosprezar que a violência doméstica não é e nunca será apenas contra mulheres), bem como, da falta de representatividade política e da dupla jornada de trabalho, que muitas vezes as onera e as sobrecarrega. No que diz respeito ao número de participações de violência doméstica, partilho a nossa realidade: este distrito registou cerca de 1657 casos, no ano de 2025, segundo os dados disponibilizados no Relatório Anual de Segurança Interna. Acresce que, a prática da violência está em fase de crescimento entre os mais jovens e nas relações de namoro. Não podemos ser indiferentes a isto.”
Ana Matos referiu ainda que “nenhuma luta pela salvaguarda da igualdade e pela defesa dos direitos, resume-se à vida partidária. Pelo contrário, todas e todos nós, no nosso quotidiano, junto da sociedade civil, podemos dar o nosso contributo”.
“A minha ligação ao Partido Socialista vem desde cedo, confesso, surgiu de forma natural e não planeada. Acabei por me tornar militante neste Partido porque me revejo na social democracia, nos ideais progressistas e europeístas e, sobretudo, no respeito pela diferença. No entanto, reconheço que mais do que ser militante e estar ligada a um partido político, o que me move é o sentido de justiça e o poder fazer algo por quem me rodeia. Os partidos dão-nos essa possibilidade, pois então que o façamos de forma consciente e abnegada. Reconheço que se vivem tempos de grande agitação social e descredibilização da política, mas há um fator importante que também devemos ter presente: na política, como na vida, não somos todos iguais. E ainda bem!”
“Quem me conhece, desde jovem, sabe que continuei a ter a mesma forma de ser e de estar na vida, nomeadamente, com a mesma entrega às coisas em que acredito, com os meus defeitos e virtudes, mas sempre procurando fazê-lo em prol do bem-estar de quem me rodeia. A vida é uma passagem, aproveitemos a mesma. A par disso, sempre procurei não misturar a política com o trabalho ou com as relações familiares. Para mim são relações que devem ser estanques entre si. Pessoalmente, tenho amizade e respeito por pessoas de vários partidos, de várias religiões e de vários estratos sociais. Quando olhamos para quem nos rodeia, respeitando a sua diferença, entendo que o nosso caminho flui de forma mais harmoniosa.”
Para o próximo mandato, a recandidata propõe que se continue a apostar na participação e na capacitação, bem como, no fortalecimento do diálogo intergeracional e na amplificação da realização de iniciativas com a participação da sociedade civil. Por fim arremata “há muito trabalho a fazer, mas acredito que é possível fazer a diferença”.
