O antigo ministro e destacado militante do PSD morreu durante a madrugada deste sábado, em sua casa, aos 65 anos.
No início deste ano, tinha apresentado a demissão do cargo de presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), alegando motivos de saúde. Morais Sarmento tinha sido diagnosticado com cancro no pâncreas e passou quase dois anos hospitalizado devido à doença.
Ao longo da sua carreira política, desempenhou funções como ministro de Estado e da Presidência nos governos liderados por Durão Barroso e Santana Lopes, entre 2002 e 2005.
Duas semanas antes da sua morte, o antigo governante tinha participado no programa “Expresso da Meia-Noite”.
Durante a sua vida pública, ocupou diversos cargos no PSD e no Governo. Devido aos problemas de saúde associados ao cancro no pâncreas, foi submetido a mais de uma dezena de cirurgias. Chegou também a falar abertamente sobre a doença no podcast “Tenho cancro, e depois?”.
Dentro do PSD, exerceu funções como vice-presidente nas direções lideradas por Durão Barroso e, mais recentemente, por Rui Rio.
Assumiu a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento em agosto de 2024, cargo que manteve até janeiro deste ano, altura em que decidiu renunciar por considerar não reunir as condições pessoais e de saúde necessárias para continuar.
Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento nasceu em Lisboa a 31 de janeiro de 1961. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa em 1984 e concluiu, em 1996, uma pós-graduação em Direito Comunitário no Centro de Estudos Europeus da mesma universidade.
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