Floresta de Ovar vai estar em debate na Assembleia da República da AR (comunicado)

20 de Junho, 2024 0 Por A Voz de Esmoriz

O futuro da floresta no perímetro das dunas de Ovar vai ser discutido em reunião de plenário da Assembleia da República (AR), no próximo dia 21 de Junho. Este importante debate na “casa da democracia” acontece na sequência da petição promovida pelo Movimento 2030, há cerca de um ano, que conseguiu reunir perto de 20 mil assinaturas e garantiu, assim, um lugar na agenda da AR. 

O presidente do Movimento 2030, Henrique Araújo, respondeu a algumas questões sobre a importância de ver o assunto tratado na mais alta instância de poder do nosso país e antecipa as conclusões que espera para este debate entre partidos políticos. 

– Que importância pode ter, para a defesa da floresta do município de Ovar, o debate deste tema em sede de Assembleia da República?

Achamos ser uma oportunidade muito relevante para que a informação sobre esta matéria seja aprofundada na consciência dos deputados, e esperamos que, com este debate, os mais altos representantes da nação se possam juntar a nós na defesa permanente do nosso perímetro florestal. 

– ⁠Em concreto, o que espera que possa resultar desta reunião de plenário?

Esperamos que a resolução – que já se encontra aprovada – possa ser reforçada, no seguimento da petição pública que promovemos sobre esta causa e que recolheu mais de 19.000 assinaturas, tendo sido uma das maiores ultimamente apresentadas na casa da democracia. Que possamos, assim, tornar irreversível o fim dos abates rasos, e que se abra um caminho para a valorização deste património único do nosso concelho.

– ⁠Tendo em conta que foi o Movimento 2030 que lançou a petição, que sentimento vos merece o facto de ter havido uma tão grande adesão a esta causa, ao ponto de permitir levá-la à AR?

Um sentimento de incentivo para continuarmos a defender as causas coletivas, e sobretudo as que visam garantir a qualidade de vida das novas gerações. Somos daqueles que não nos ficamos pelas palavras. Somos um movimento de causas e ações e naturalmente que, sendo esta uma matéria do interesse de toda a gente, os cidadãos aderiram a esta chamada.

– ⁠Que outras iniciativas ou projetos defende o Movimento 2030 no seu programa, em relação à defesa da floresta e das causas ambientais?

Sem dúvida que a floresta é uma causa que se encontra em fase decisiva. É fundamental pôr fim a este plano de gestão florestal que, no nosso entender, assentou numa perspectiva de negócio, e não no interesse da valorização e proteção da maior floresta a sul do Porto.

Temos também uma grande preocupação na questão da defesa da nossa orla costeira, em que subsistem as promessas, ano após ano, sem que haja ação concreta no terreno. Teremos, também aqui, de fazer um caminho de sensibilização, para que os mais altos responsáveis políticos percebam que o prazo das palavras terminou. É imperativo realizar uma obra séria de proteção da costa, ou correremos o risco de perder as nossas praias e ver ameaçadas, de forma cada vez mais grave, as áreas urbanas na faixa litoral do nosso território.

Comunicado do Movimento 2030