O escritor Francisco Pinho, natural de Cortegaça, mas também com uma ligação especial a Esmoriz, lançou, neste feriado do dia 1 de Dezembro, o seu décimo livro, mais concretamente, a obra de sonetos “Folhas Caídas no Outono da Vida”. A apresentação decorreu no auditório do Centro Cívico de Cortegaça, tendo atraído dezenas de pessoas que puderam assim felicitar o escritor e pedir um livro autografado.
Francisco Pinho assumiu que a obra tem cerca de 150 sonetos, a qual demorou dois anos a ser produzida. Temas como o amor, a morte, a nostalgia, o existencialismo ou o drama estão patentes ao longo da publicação.
O evento começou com a declamação de poemas por parte do autor, mas também de pessoas convidadas que subiram ao palco para recitarem alguns versos da sua nova obra.
Seguiu-se depois, de forma diferenciadora, uma apresentação dramática do próprio Francisco Pinho que, em palco, abordou a história dramática de Ritinha, uma personagem fictícia que, na sua juventude, tinha sido vítima de violação e bullying e que nunca recuperaria desses traumas, alertando o escritor para temas preocupantes da nossa sociedade.
Após isso, o Grupo Capas Negras, composto por Agostinho Fardilha, Mário Luís, Alfredo Oliveira, Artur
Ribeiro, Manuel José Pereira e Lurdes Peixoto, animou a tarde com a interpretação de alguns fados de Coimbra, o que fez deliciar a plateia. Foi certamente um momento mais solene em que vultos musicais como Fernando Machado Soares, Zeca Afonso, Almeida Santos ou António Menano foram recordados.
A ARPIC – Associação de Reformados Pensionistas e Idosos de Cortegaça – também alegrou com o seu quarteto – Camilo, Constança, Maria da Luz e o próprio Francisco Pinho. Com os seus bombos, tambores e cantares, interpretaram uma melodia alegre, demonstrando a sua simplicidade e o seu espírito genuíno.
Francisco Pinho voltou depois a subir ao palco para contar algumas anedotas, surpreendendo novamente a plateia. Ou seja, houve também lugar para o humor.
Por fim, tivemos António Costa, cantor de Esmoriz, que trouxe o melhor da música popular, e como é costume, o público gostou e sentiu-se animado com a sua actuação.
Ao longo do evento, Francisco Pinho ouviu elogios sinceros de Paulo Pinheiro (Presidente da Junta de Freguesia de Cortegaça), Florindo Pinto (amigo de velha data), Acácio Coelho (que sempre assumiu um mecenato cultural), Pedro Henriques (director do jornal A Voz de Esmoriz), Teresa Pinho (sua filha e actriz no Grupo de Teatro Renascer), Joaquim Longo (Bombeiro do quadro de honra) e Agostinho Fardilha (antigo Presidente da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz).
No final, houve um porto de honra que permitiu o convívio entre todos os presentes.
Além de já dez livros escritos, Francisco Pinho, hoje com 77 anos, tem já uma história rica de colaboração no associativismo, tendo já cooperado com os jornais A Voz de Esmoriz e o Povo de Cortegaça (através do envio de artigos), com os Grupos de Teatro Renascer e dos Arautos e a ARPIC (Associação de Reformados e Pensionistas de Cortegaça).
Como Acácio Coelho, tinha mencionado, e bem, “o Francisco Pinho dá tudo de si à comunidade e nunca pede nada em troca”.