A FESINAP (Federação de Sindicatos da Administração Pública) e os sindicatos que a integram (STMO, STTS, SinFAP e SITOPAS) emitiram um aviso prévio de greve que irá paralisar diversos setores no próximo dia 23 de março de 2026. A paralisação, que terá a duração de 24 horas, abrange trabalhadores da Administração Pública (Central, Regional e Local), do Setor Público Empresarial e de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
A greve tem um âmbito alargado, afetando serviços essenciais de norte a sul do país e ilhas, na saúde, hospitais e centros de saúde do SNS e serviços regionais (Açores e Madeira), na educação, escolas da rede pública, privada e cooperativa, no setor social, IPSS, Misericórdias, Centros Sociais e Paroquiais, e Casa Pia, ainda todos os institutos e centros distritais da Segurança Social.
A paralisação decorre entre as 00:00 e as 24:00 do dia 23 de março, com salvaguardas específicas para os trabalhadores por turnos, que podem iniciar a greve já na noite de dia 22.
Os sindicatos apresentam um caderno reivindicativo extenso, destacando-se a exigência de negociação direta com o Governo e a valorização das carreiras. Entre os pontos principais, entre outros, constam a valorização salarial, o aumento dos vencimentos para assistentes técnicos e operacionais, e criação de um Cartão Refeição no valor de 12€/dia, reposição dos 25 dias de férias anuais e medidas rigorosas contra o assédio moral no trabalho.
Para garantir a satisfação de necessidades sociais impreteríveis, o aviso prévio assegura a prestação de serviços mínimos, seguindo as diretrizes do Tribunal Arbitral. Nos serviços de funcionamento ininterrupto (24h), os níveis de serviço deverão ser equivalentes aos de um domingo anterior à greve. A gestão destes serviços será articulada entre as entidades empregadoras e a federação sindical.
Foto: STTS