O Irão foi alvo, esta sexta-feira, de uma série de ataques aéreos por parte de Israel, que atingiram várias zonas do país, incluindo a central de enriquecimento de urânio de Natanz — considerada a principal instalação nuclear iraniana. A informação foi avançada por diversos meios de comunicação iranianos, que indicam ainda que Teerão promete retaliar com firmeza.
Segundo o jornal Iran Nuances e a CNN Portugal, houve ainda novos ataques, mais recentes, em que as instalações de Natanz, Tabriz e Shiraz foram atacadas, e chegaram a circular imagens de um edifício em chamas, alegadamente parte da central nuclear. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) já tinha confirmado um ataque anterior a Natanz durante a madrugada.
Outras fontes noticiosas relataram bombardeamentos sobre a cidade de Tabriz, no noroeste do país, onde se localiza a base aérea militar de Fakouri. Um incêndio foi também registado no aeroporto de Tabriz, como mostram imagens divulgadas pela agência Mehr, onde se vêem labaredas e fumo a sair do edifício aeroportuário.
Esta nova ofensiva surge após uma vaga de ataques israelitas durante a madrugada, os quais visaram cerca de uma centena de alvos no Irão (nomeadamente na capital – Teerão) e causaram a morte de várias figuras de topo das forças armadas do país. Entre os mortos confirmados estão Mohamed Hossein Bageri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Houssein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, e Gholam Ali Rashid, comandante da base aérea de Khatam ol-Anbiya. A televisão estatal noticiou que pelo menos 95 pessoas ficaram feridas.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, garantiu que o país já iniciou uma resposta nas frentes “defensiva, diplomática e legal”, com o objetivo de fazer com que Israel “pague pelas consequências” desta ofensiva.
Por seu turno, Israel justifica a Operação Rising Lion com uma acção preventiva destinada a evitar que o Irão possa produzir, muito em breve, armas nucleares.
Teme-se o início de uma nova guerra entre Israel e o Irão que possa desestabilizar todo o Médio Oriente.
Créditos da Foto: Anadolu (citada por Jornal Expresso)