Jornalismo de coragem inspira distinções do Prémio Nobel da Paz (2021)

8 de Outubro, 2021 1 Por A Voz de Esmoriz

O Prémio Nobel da Paz de 2021 premiou personalidades que se dedicam à salvaguarda das liberdades de imprensa e expressão. A jornalista filipina Maria Ressa e o jornalista russo Dmitry Muratov venceram assim a actual edição que é organizada pelo Comité Nobel Norueguês.

Maria Ressa, com 58 anos, foi uma das fundadoras do meio comunicação social Rappler, vocacionado para a investigação, realizando jornalismo de coragem ao denunciar abusos de poder e o crescente autoritarismo nas Filipinas, país então liderado por Rodrigo Duterte.

Por sua vez, Dmitry Muratov, de 59 anos de idade, fundador e editor-chefe do jornal russo Novaya Gazeta, tem pugnado pela liberdade de expressão na Rússia, ao longo de várias décadas, enfrentando condições cada vez mais difíceis.

De acordo com a RTP, na edição deste ano, surgiram 329 candidatos, dos quais 234 eram pessoas individuais e 95 organizações. Agora conhecem-se assim os dois vencedores do conceituado Nobel.

Os vencedores da prestigiada distinção receberão um prémio de dez milhões de coroas suecas (quase um milhão de euros), para além de um diploma e uma medalha.



Maria Ressa e Dmitry Muratov receberam o Prémio Nobel da Paz de 2021 “pelos seus esforços de salvaguarda da liberdade de expressão, o que é uma pré-condição para a democracia e paz duradoura” – O Comité Nobel Norueguês


Créditos da Imagem de destaque do artigo: CNN Brasil – Reprodução/Nobel Media