“No final do dia, é tudo sobre saber ser humano. As palavras são bonitas, mas a prática é necessária”- Pongo

30 de Junho, 2024 0 Por A Voz de Esmoriz

Pongo, artista angolana que brilha nas vertentes do kuduro, rap e pop (e que já colaborou nalguns temas sonantes dos Buraka Som Sistema como o popular “Wegue Wegue” quando tinha 15 anos), actuou neste passado sábado no Arraial da Barrinha, tendo rubricado um verdadeiro brilharete. Além de proporcionar melodias vibrantes, o prodígio da música africana foi ter com o público, e misturou-se com o mesmo, ensinando-o a fazer algumas danças ou cantos. Na verdade, a cantora teve à sua frente uma boa moldura humana que sempre a acompanhou e a aplaudiu.

No final do concerto, em entrevista à rádio Voz de Esmoriz (locução de José Carlos Reis; gravação por imagem de Tomás Padinha e acompanhamento do Professor Manuel José), Pongo refere que escolheu o seu nome artístico no sentido de validar os atributos de presença, style e power, embora inicialmente tivesse usado, na sua carreira, a alcunha de “M’Pongo Love”. Refere que há mensagens em palco que transmitiu, proporcionando uma “vibe” e energia genuínas, onde se procura elevar a liberdade como parte integrante da condição humana.

Refere que já está a viver em Portugal há 20 anos, mas que esta foi a primeira vez que veio até Esmoriz. Admite que gostou de ser bem recebida na cidade e que até vai ficar aqui alguns dias, salientando que está na recta final da tour do mês de Junho e que vai precisar de descansar. Nesse sentido, admite que pode vir a aproveitar a praia de Esmoriz nos próximos dias.

Pongo já tem dois EP’s e um álbum, sublinhando que tem conseguido um sucesso interessante, traçando o objectivo de continuar esta caminhada com novos temas.

Frisa que é importante sentir de perto o amor do público e daí ter estado no meio da multidão, acreditando que a lei da conexão e da partilha é fundamental. Refere que quando isso acontece, todos “somos iguais” naquele momento, e que, no final do dia, importa é saber ser humano, respeitando as diferenças dos outros e aplicando a prática do bem.