O ex-primeiro-ministro israelita Ehud Olmert criticou duramente os planos do governo de Israel para criar uma chamada “cidade humanitária” sobre as ruínas de Rafah, no sul de Gaza. A área abrigaria a totalidade da população de Gaza, que, segundo o ministro da Defesa Israel Katz, não poderia sair depois de entrar. Olmert comparou a proposta a um “campo de concentração” e alertou que a medida pode ser vista como parte de uma limpeza étnica.
A resposta do governo atual, liderado por Benjamin Netanyahu, foi agressiva, classificando Olmert como um “criminoso condenado” e acusando-o de difamar Israel. Olmert já tinha anteriormente criticado as ações militares em Gaza e acusado o governo de possíveis crimes de guerra. A controvérsia aumentou devido à gravidade das comparações feitas por Olmert, algo quase tabu em Israel.
Enquanto isso, o plano é também alvo de críticas internas, como a de Yair Lapid, líder da oposição, que acusa Netanyahu de ceder às pressões da extrema-direita apenas para manter sua coligação no poder. Mais de 58 mil pessoas já morreram em Gaza desde o início da guerra, segundo autoridades de saúde palestinianas.
De acordo com a CNN Portugal, Michael Sfard, um advogado israelita dos direitos humanos, mencionou na semana passada que o plano de Katz equivale à transferência forçada de uma população em preparação para a deportação e que, em nesse cenário, poderão estar em causa crimes de guerra.
Créditos da Foto: Site do Vatican News
