A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou na segunda-feira que foram detetados sete casos de infeção por hantavírus a bordo de um cruzeiro de luxo que se encontra ao largo da costa da África Ocidental. Entre os casos identificados estão dois confirmados em laboratório e cinco ainda suspeitos, havendo registo de três mortes, um doente em estado crítico e três pessoas com sintomas ligeiros.
O navio, o MV Hondius, transporta cerca de 150 passageiros e tripulantes, tendo saído de Ushuaia, na Patagónia argentina. Desde o início da viagem já se registaram vários episódios de doença a bordo, incluindo a morte de um passageiro idoso, cuja causa ainda não foi oficialmente determinada. O corpo foi desembarcado na ilha de Santa Helena, e a sua mulher também acabou por falecer posteriormente, após regressar a terra.
Dias depois, um passageiro alemão de 69 anos foi evacuado para Joanesburgo, onde permanece internado em estado crítico, sendo o primeiro caso em que se colocou a hipótese de infeção por hantavírus. Entretanto, outras três pessoas a bordo apresentam sintomas compatíveis, embora com estado clínico estável.
Face à situação, Cabo Verde, onde o navio se encontra atualmente, decidiu criar uma área de isolamento e mobilizar equipas de resposta, caso seja necessário prestar assistência médica a bordo. As autoridades locais optaram por não autorizar o desembarque dos passageiros nem a atracagem do navio no porto da Praia, invocando a aplicação de protocolos internacionais de segurança sanitária.
De acordo com a informação disponível, ainda não há necessidade de evacuação em massa para hospitais em terra, estando qualquer eventual transferência a ser avaliada com elevada precaução.
O hantavírus é uma infeção viral transmitida principalmente através da inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes ou saliva de roedores. Em casos mais graves, pode provocar doença respiratória severa, sendo considerado potencialmente perigoso em ambientes fechados ou com possível presença de roedores.
As autoridades de saúde internacionais continuam a acompanhar a situação, procurando determinar a origem exata do surto e prevenir novos contágios a bordo do navio.