Outubro arranca em Portugal com um calendário marcado por várias greves, manifestações e outras ações de protesto, envolvendo trabalhadores da Administração Pública, transportes, educação, AIMA e banca. A concentração destas iniciativas acontece numa altura em que o Governo prepara a proposta de Orçamento do Estado para 2027, cuja entrega no Parlamento está prevista para 9 de outubro.
A contestação começa logo nos primeiros dias do mês. A 1 de outubro, estão previstas diversas ações sindicais, incluindo uma greve de trabalhadores da Faurecia e iniciativas relacionadas com a valorização da Escola Pública e da profissão docente.
No dia 2 de outubro, a mobilização estende-se aos trabalhadores da Synchro, que têm marcada uma paralisação, enquanto os tripulantes de cabine da easyJet Portugal iniciam uma greve que se prolonga até 6 de outubro. Os protestos abrangem também trabalhadores ligados ao setor do handling.
A 6 de outubro está prevista uma nova jornada de contestação, com professores e trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) entre os profissionais abrangidos. No caso dos docentes, as reivindicações estão relacionadas, entre outras matérias, com o excesso de trabalho e as horas extraordinárias.
Já a 9 de outubro, está prevista a entrega pelo Governo da proposta de Orçamento do Estado para 2027 na Assembleia da República. A proximidade desta data coloca as reivindicações salariais e profissionais no centro da discussão, numa altura em que começam as negociações relativas às condições para o próximo ano.
No setor bancário, as ações de protesto começam a 10 de outubro, estando uma greve nacional marcada para 30 de novembro. Os sindicatos contestam a proposta de atualização salarial apresentada para o setor.
A contestação terá ainda expressão nas ruas. Para 17 de outubro, a CGTP-IN convocou manifestações em Lisboa, Porto e Coimbra, com reivindicações relacionadas com salários, pensões e serviços públicos.
Dois dias depois, a 19 de outubro, está prevista uma greve dos trabalhadores não docentes das escolas, incluindo assistentes que desempenham funções nos estabelecimentos de ensino.
Assim, o mês de outubro fica marcado por uma sucessão de paralisações e ações públicas em vários setores profissionais. A dimensão e os efeitos de cada iniciativa poderão variar consoante a adesão dos trabalhadores e os serviços abrangidos, num período que coincide com a preparação e discussão das opções orçamentais para 2027.
Foto: aeaveromar.pt