A greve geral convocada pela CGTP-IN para o dia 3 de junho de 2026 ameaça congelar o país e provocar fortes perturbações no dia a dia dos cidadãos, especialmente de quem depende da rede pública de transportes ou tem viagens planeadas. O protesto surge na sequência do impasse nas negociações de Concertação Social sobre a revisão da legislação laboral proposta pelo Governo, através da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, cujo documento já deu entrada no Parlamento sem o aval dos sindicatos, que o acusam de promover a precariedade.
O setor da aviação antecipa momentos complexos, com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil a estimar que perto de 500 voos possam ser afetados, gerando atrasos e cancelamentos que deverão arrastar-se pelos dias anteriores e posteriores ao protesto. Esta paralisação vai mexer com a atividade da TAP, Portugália e SATA, bem como com as ligações de companhias como a Ryanair e a easyJet.
Na ferrovia e nos transportes urbanos, o cenário desenha-se igualmente negro para a mobilidade. Os maquinistas representados pelo SMAQ confirmaram a adesão, afetando gigantes do setor de passageiros como a CP, a Fertagus, o Metro do Porto e o Metro Sul do Tejo. A estes juntam-se os revisores e trabalhadores comerciais da CP.
