O número de pedidos de proteção internacional apresentados em Portugal registou uma descida significativa em 2025. De acordo com os dados divulgados pela Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA), foram submetidos 1.763 pedidos ao longo do ano, menos 37% do que os 2.797 contabilizados em 2024.
Entre os principais países de origem dos requerentes destacam-se a Colômbia, responsável por 14% dos pedidos, seguida da China, com 10%, e de Angola, com 9%. No conjunto dos países da União Europeia e dos Estados associados ao Espaço Schengen, Portugal representou apenas 0,2% do total de pedidos de asilo.
Apesar da redução no número de novos requerimentos, os processos pendentes continuaram a aumentar. No final de dezembro de 2025 existiam 8.730 casos por concluir, um crescimento de 94% face aos 4.510 registados no mesmo período do ano anterior.
As decisões tomadas em primeira instância também diminuíram, passando de 641 para 488. Em contrapartida, o número de pessoas que recebeu proteção internacional aumentou de forma expressiva, atingindo 288 casos. A maioria dos beneficiários era oriunda do Afeganistão, da Síria e da Eritreia.
A EUAA refere ainda que Portugal continua a preparar a implementação do novo Pacto Europeu sobre Migração e Asilo. Durante 2025 foram reforçados os recursos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), modernizados procedimentos administrativos e introduzidas novas ferramentas digitais para tornar os processos mais rápidos e eficientes.
O país investiu igualmente no reforço das estruturas de acolhimento para requerentes de proteção internacional, incluindo instalações destinadas a menores não acompanhados, e aprovou a construção de novos centros de acolhimento temporário para apoio aos procedimentos de fronteira.
A nível europeu, a tendência também foi de descida. Pelo segundo ano consecutivo, os pedidos de proteção internacional diminuíram, fixando-se em cerca de 800 mil em toda a UE+, resultado que a agência atribui à evolução da situação em alguns países de origem e ao reforço da cooperação europeia na gestão das migrações.
