A diplomacia portuguesa alcançou um feito histórico na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Portugal foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027–2028, superando as expectativas ao garantir a eleição logo na primeira ronda de votações. O país obteve 134 votos, ultrapassando a barreira obrigatória de dois terços (127 votos) na Assembleia-Geral.
Nesta corrida pelos dois lugares do grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, Portugal partilhou a vitória com a Áustria, tendo a Alemanha sofrido uma derrota inesperada e inédita nesta fase.
Com o arranque do mandato em 2027, Portugal assume a responsabilidade direta de participar nas grandes decisões ligadas à paz, estabilidade e segurança global — numa altura em que o xadrez geopolítico enfrenta fortes tensões. Entre as prioridades estabelecidas pelo Governo estão a sustentabilidade, o combate à pobreza e o reforço do multilateralismo.
A posição de Portugal ganha ainda maior relevo institucional por coincidir com o mandato do também português António Guterres enquanto Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, consolidando a influência do país na mediação e resolução de conflitos internacionais.
