A mudança para o horário de verão é este sábado, e, embora traga dias com mais luz natural ao final da tarde, também significa perder uma hora de sono. Para reduzir o impacto desta alteração no organismo, o ideal é começar desde já a ajustar alguns hábitos do dia a dia.
Na madrugada de 29 de março, os relógios em Portugal continental, Madeira e Açores serão adiantados uma hora. Em Portugal continental e na Madeira, quando forem 01h00, os relógios passam para 02h00. Nos Açores, a mudança acontece à meia-noite, avançando diretamente para a 01h00.
A transição para o horário de verão pode provocar alguma desregulação no relógio biológico. Este sistema interno controla o chamado ritmo circadiano, responsável por regular o ciclo de sono e vigília, os níveis de energia, o apetite e até o humor.
Com o adiantar da hora, o organismo pode sentir algo semelhante a um “mini jet lag”. Como consequência, é comum que algumas pessoas sintam dificuldade em adormecer, maior cansaço durante o dia ou pequenas alterações no apetite nos primeiros dias após a mudança.
Para tornar esta transição mais suave, especialistas recomendam antecipar gradualmente o horário de acordar, cerca de 10 a 15 minutos por dia, permitindo que o corpo se habitue lentamente ao novo ritmo.
Também é importante criar boas condições para um sono de qualidade. Manter o quarto escuro, silencioso e confortável ajuda a melhorar o descanso. Técnicas de relaxamento, como exercícios de respiração ou meditação, podem igualmente facilitar o adormecer.
É normal que o corpo demore alguns dias a ajustar-se totalmente à nova hora, por isso o ideal é encarar este período com tranquilidade e permitir que a adaptação aconteça de forma gradual.
Em Portugal, a mudança da hora é aquele ritual semianual que nos faz sentir, por uns dias, como se tivéssemos atravessado vários fusos horários sem sair do sofá. É o momento em que o país se divide entre os que celebram a hora extra de sono e os que lamentam o facto de passar a ser “noite fechada” às cinco da tarde.
Portugal já tentou manter o horário de verão durante todo o ano. Aconteceu entre 1967 e 1976, mas a experiência não correu bem: as crianças iam para a escola ainda no escuro total e o número de acidentes rodoviários matinais aumentou. Mais recentemente, em 1992, Portugal adotou a hora da Europa Central, mas o desfasamento com o ciclo solar era tanto que os portugueses andavam exaustos. Voltámos ao que temos hoje em 1996.