O PS Ovar veio a público manifestar a sua preocupação com a anunciada reorganização dos meios de emergência médica do INEM, que poderá traduzir-se na redução de ambulâncias e de outros recursos de socorro em vários pontos do país, incluindo o concelho de Ovar.
Em comunicado, os vereadores socialistas alertam para o impacto que uma eventual diminuição destes meios poderá ter na resposta às situações de emergência, considerando que o concelho já enfrenta limitações significativas na área da saúde.
O partido recorda que Ovar perdeu o Serviço de Urgência e continua sem um Serviço de Atendimento Permanente a funcionar durante 24 horas, defendendo que qualquer novo corte agravará ainda mais o acesso da população aos cuidados de saúde.
Os vereadores Emanuel Oliveira, Fernando Camelo de Almeida e Eva Oliveira criticam também a postura do executivo municipal, considerando que a autarquia deve intervir junto do Governo para impedir que o concelho seja afetado por esta medida.
Segundo o PS Ovar, as características do território, marcadas por uma forte atividade industrial, uma extensa frente costeira, elevada densidade populacional e um grande fluxo de visitantes ao longo do ano, justificam o reforço da capacidade de resposta da emergência médica e não a sua redução.
No mesmo comunicado, os socialistas defendem que Ovar necessita de recuperar e fortalecer os serviços de saúde disponíveis, garantindo uma resposta de emergência adequada às necessidades da população. O partido assegura que continuará a acompanhar o processo e a defender a manutenção dos meios de socorro no concelho, apelando ao Governo para que reavalie qualquer decisão que possa comprometer a segurança e a assistência médica dos vareiros.
