Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Aveiro manifestaram preocupação com a reorganização do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), na sequência da aprovação da nova Lei Orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), alertando para os possíveis efeitos da reforma na capacidade de resposta da emergência pré-hospitalar no distrito, com especial incidência no concelho de Ovar.
Segundo os parlamentares socialistas, declarações recentes do presidente do INEM e comunicados de estruturas representativas dos profissionais apontam para alterações significativas na organização dos meios de emergência, incluindo a reafetação de ambulâncias e a conversão de Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) em viaturas ligeiras.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou, entretanto, para a eventual retirada de mais de uma centena de ambulâncias do SIEM, identificando vários concelhos do distrito de Aveiro entre os potencialmente afetados, entre os quais Ovar, além de Aveiro, Águeda, Anadia, Arouca, Espinho e Oliveira de Azeméis.
Face a estas preocupações, os deputados do PS dirigiram um conjunto de perguntas à Ministra da Saúde, procurando esclarecer quais as alterações previstas para os meios de emergência pré-hospitalar em Ovar e nos restantes concelhos identificados, bem como a fundamentação técnica que sustenta essas decisões.
Os parlamentares pretendem ainda saber se o Governo pode garantir que a reorganização do SIEM não resultará numa redução da capacidade de resposta, dos meios disponíveis ou no aumento dos tempos de resposta em Ovar e no restante distrito de Aveiro.
Na iniciativa enviada ao Ministério da Saúde, os deputados questionam igualmente que mecanismos de acompanhamento e monitorização serão implementados para avaliar o impacto da reforma, defendendo que a população de Ovar deve continuar a beneficiar de uma resposta de emergência pré-hospitalar eficaz, célere e adequada às necessidades do concelho.
A iniciativa parlamentar surge numa altura em que a reorganização do INEM tem gerado preocupação entre profissionais do setor e autarcas, que receiam que as alterações possam comprometer a capacidade de resposta em situações de emergência médica.
Foto: sulinformacao.pt
