A Direção-Geral da Saúde veio esclarecer que o risco associado ao hantavírus em Portugal é considerado muito reduzido, procurando assim tranquilizar a população após as notícias sobre o surto registado a bordo de um navio de cruzeiro. Apesar da preocupação gerada, sobretudo pela memória recente da pandemia de COVID-19, as autoridades de saúde sublinham que se tratam de situações bastante diferentes.
A infeção por Hantavirus é uma doença zoonótica, ou seja, transmitida a partir de animais, sendo os roedores o principal reservatório. O contágio ocorre, na maioria dos casos, através da inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes ou saliva destes animais, não sendo habitual a transmissão entre pessoas. Este fator reduz significativamente o potencial de propagação generalizada.
Numa fase inicial, a doença pode manifestar-se com sintomas pouco específicos, como febre, dores musculares e cansaço, o que pode dificultar a identificação imediata. Contudo, nos casos mais graves, pode evoluir para dificuldades respiratórias acentuadas, tosse persistente e acumulação de líquidos nos pulmões, exigindo assistência médica urgente.
De acordo com a DGS, não existem, neste momento, razões para implementar medidas adicionais em Portugal, sendo a situação acompanhada de forma contínua. O surto identificado no cruzeiro corresponde a um contexto muito particular e não representa, por si só, um risco acrescido para a população em geral.