Sérgio Vicente Prata, Presidente da Junta de Freguesia de Cortegaça, esteve recentemente no programa “Expresso da Barrinha” da rádio Voz de Esmoriz.
O grande tema central esteve relacionado com a pandemia da COVID-19 e as consequências daí resultantes no rumo do país e do concelho de Ovar.
Sérgio Vicente Prata reconhece que Portugal praticamente parou, lamentando em simultâneo a perda de várias vidas humanas devido ao vírus. Reconhece que, para além, de uma crise de saúde pública, existe em simultâneo, uma crise económica e social, relembrando que os sectores do comércio, hotelaria, restauração e cultura estão a sofrer duramente com a paralisação que se abateu sobre o país e o mundo.
Assume que, apesar das contrariedades económicas derivadas da Cerca Sanitária, a sua implementação foi fulcral para salvar vidas e evitar que mais pessoas fossem infectadas, e nesse sentido, presta igualmente uma sincera homenagem ao trabalho desenvolvido pelo Gabinete de Crise que tudo fez para inverter o número preocupante de infecções.
No que concerne à chegada da terceira vaga da pandemia em Janeiro, o autarca sublinha que o país deveria ter-se preparado melhor para enfrentar essa nova realidade porque a comunidade científica já tinha alertado para esse cenário previsível. Além disso, defende mais coerência do Governo relativamente a algumas medidas que têm sido tomadas e que, por vezes, entram em contradição com as anteriores.
Efectivamente, Sérgio Vicente afirma que está na altura de se adoptarem deliberações mais assertivas e eficazes até porque hoje já existe mais informação científica sobre o vírus. Apela mesmo à realização de um estudo ou inquérito que determinasse a origem dos principais focos de infecção da COVID-19 (por exemplo, deixou a questão: que sector de actividade pode ser mais susceptível de provocar mais contágios?).
Relativamente ao tema das unidades de saúde, Sérgio Vicente Prata não percebe porque é que algumas ainda estão encerradas, quando outras estão a abarrotar sem que os serviços administrativos e os seus respectivos meios médicos sejam capazes de dar capacidade de resposta.
O Presidente da Junta de Freguesia de Cortegaça alertou ainda para outros fenómenos sociais preocupantes que podem ter-se deteriorado com a pandemia: a sustentabilidade financeira de muitas famílias (cujos membros do agregado poderão ter ficado no desemprego), o aumento das depressões e suicídios, o agravamento dos casos de violência doméstica, etc.
Por outro lado, elogia igualmente o trabalho das entidades autárquicas e das autoridades do concelho de Ovar, de forma a evitar novas cadeias de transmissão e a sensibilizar as populações para o cumprimento das normas em vigor.
Sérgio Vicente Prata apela aos cortegacenses e demais portugueses para que tenham esperança num futuro melhor, embora admita que seja necessário superar ainda esta etapa que se prevê difícil.