Sobre o dilema dos ucranianos no concelho

28 de Setembro, 2022 1 Por A Voz de Esmoriz

Nos últimos meses, alguns ucranianos terão deixado a cidade de Esmoriz e até o concelho de Ovar por não encontrarem aqui as condições ideais. O tema é bastante sensível. Tivemos conhecimento do caso de uma ucraniana que vive numa moradia que necessita urgentemente de ser reparada e que pondera mudar-se para o Porto, se nada for feito, cenário que não lhe agrada visto que teria de deslocar-se para um lugar onde se sentiria novamente rodeada por estranhos. Por outro lado, a inclusão profissional destes refugiados ainda está longe de ser uma realidade, pelo que é fundamental que as instâncias sociais comecem a actuar nesse sentido, trabalhando em soluções rápidas e eficientes.

Por outro lado, houve famílias de acolhimento que logo se sentiram desamparadas, ao nível dos apoios por parte de Estado e autarquias. E o modelo necessita de ser repensado, no caso de não existirem habitações sociais suficientes para acolher quem foge de uma guerra cruel e injusta.
Contudo, também aproveitamos para sublinhar que não é ético que possam existir agregados que procurem receber os refugiados com a intenção de obter algum retorno monetário. Na verdade, existem dois pratos da balança, e o bom senso é fundamental.

O povo ucraniano necessita de ser genuinamente auxiliado, e isso implica obviamente uma estratégia de integração social dos seus migrantes com acesso a moradias próprias, apoio no acesso ao emprego e à adaptação ao país de acolhimento (língua e costumes).

Não podemos ficar apenas pelas promessas incompletas, ou até mesmo, vazias!