O esmorizense Carlos Alves, ao serviço da Noble Group, protagonizou um momento de grande relevância económica e social com a inauguração oficial do Projeto de Plantação de Cana-de-Açúcar em Cangandala, na província angolana de Malange. A cerimónia contou com a presença do Ministro da Agricultura e do Ministro da Indústria e Comércio de Angola, sublinhando a importância estratégica da iniciativa para o país.
O projeto, cuja implementação está prevista ao longo de quatro anos, representa um investimento estruturante no setor agroindustrial angolano e prevê a criação de cerca de 10.000 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento económico local, a segurança alimentar e a dinamização da indústria transformadora.
Segundo Carlos Alves, este empreendimento visa não apenas a produção de cana-de-açúcar, mas também o fortalecimento da cadeia de valor associada, promovendo a industrialização, a redução da dependência de importações (provenientes de outros países) e a capacitação da mão-de-obra local. O projeto insere-se numa estratégia de longo prazo alinhada com as prioridades do Governo angolano para a diversificação da economia e o crescimento sustentável do setor agrícola.
A presença dos ministros da Agricultura (Isaac dos Anjos) e da Indústria e Comércio (Rui Miguêns de Oliveira) na inauguração reforça o reconhecimento institucional do impacto do projeto, considerado um exemplo de cooperação entre investimento privado, inovação e políticas públicas orientadas para o desenvolvimento.
Recorde-se que Carlos Alves é director de estratégia do Noble Group, grupo de origem indiana e hoje uma das maiores confederações económicas de Angola que emprega 7200 colaboradores directos nas áreas de retalho e indústria (além de mais 2000 colaboradores inseridos em joint ventures na maior empresa de packaging, reciclagem de papel e embalagem primária e secundária) e marca presença em várias empresas industriais líderes na área de supermercados, lojas tradicionais, bebidas, detergentes, cosméticos, higiene pessoal, embalagem e reciclagem, além das cadeiras de retalho Angomart e Nossa Casa. Recentemente representou a confederação no “Fórum Económico Índia – Angola”. Agora a entidade promete investir de forma prioritária na produção agrícola daquele país africano.
Natural de Esmoriz, e com ligações claras ao associativismo (nomeadamente ao dirigismo do Esmoriz Ginásio Clube e da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz, tendo sido presidente desta última entre 2013 e 2015), Carlos Alves é hoje um exemplo claro do talento português na diáspora, levando conhecimento, visão empresarial e capacidade de execução além-fronteiras. O seu percurso evidencia como a experiência internacional pode gerar benefícios concretos tanto nos países de acolhimento como na valorização da comunidade de origem.
Este marco em Malange projeta-se como um dos grandes projetos agroindustriais da região e afirma, uma vez mais, Esmoriz no mapa dos talentos empresariais que fazem a diferença à escala internacional.
Foto de destaque (no topo do artigo): Carlos Alves ao lado do Ministro da Agricultura e Florestas de Angola Isaac Francisco Maria dos Anjos

