Os profissionais do setor da saúde iniciaram esta segunda-feira, 4 de maio de 2026, uma paralisação de 48 horas que se prolongará até ao final do dia de amanhã. Esta greve, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), abrange todos os trabalhadores do setor, independentemente da sua carreira ou vínculo contratual, estando assegurados os serviços mínimos obrigatórios para garantir os cuidados urgentes à população.
No centro das reivindicações está a exigência de melhores salários e de condições de trabalho mais dignas. O sindicato aponta o dedo ao Governo e às entidades empregadoras, exigindo a reposição imediata dos pontos retirados aos trabalhadores no âmbito do sistema de avaliação, bem como a contratação urgente de pessoal para pôr fim ao recurso sistemático a turnos suplementares exaustivos, que chegam a atingir as 16 horas de serviço contínuo. Além da valorização remuneratória, os manifestantes protestam contra o atual pacote laboral e exigem o pagamento de horas em dívida.
Como parte deste protesto, está agendada para a manhã de hoje uma manifestação junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Este clima de contestação promete manter-se vivo nas próximas semanas, uma vez que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) já convocou uma nova greve nacional para o dia 12 de maio. Segundo a estrutura sindical dos enfermeiros, apesar das negociações em curso com o Ministério da Saúde, continua a ser urgente resolver problemas estruturais que afetam a dignidade da profissão há vários anos, tanto no setor público como no privado e social.