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📻 Rádio Voz de Esmoriz

A Universidade de Aveiro (UA) criou dez Áreas de Cooperação com a sociedade. Estas estruturas visam reforçar os laços ao exterior, disponibilizando o conhecimento e tecnologia desenvolvidos para responder a desafios e problemas das empresas, autarquias e outras entidades. A cooperação com a sociedade e o contributo da UA para a recuperação económica são ainda tema de um debate online, via Zoom, a 7 de abril, com a presença do administrador da Agência Nacional de Inovação (ANI).

Numa altura de incerteza associada à pandemia Covid-19 que tenderá a ter efeitos persistentes sobre a atividade económica e em que se anunciam novos instrumentos financeiros no período 2020-2030, apostar na inovação e na criação de produtos diferenciados e de valor poderá ditar a consolidação de setores chave da economia e a afirmação de setores emergentes. Colocar o conhecimento e a tecnologia gerados nos centros de saberes ao serviço da sociedade é, por isso, imperativo se pretendemos ter um Portugal resiliente, competitivo e em convergência com a União Europeia.

Desde a sua génese, a UA sempre se distinguiu pelo caráter inovador e aberto ao exterior. O tempo presente veio reforçar a importância da sua terceira missão: a cooperação com a sociedade. De forma a melhor estruturar as competências e oferecer propostas de qualidade, a UA criou as Áreas de Cooperação (AC).

As AC da UA visam reforçar a ligação desta ao exterior, disponibilizando o conhecimento e tecnologia desenvolvidos para responder a desafios e problemas das empresas, autarquias e outras entidades externas. Pretende-se aumentar as interações com a sociedade, recorrendo a diferentes modelos, englobando as colaborações informais até aos projetos conjuntos de investigação aplicada.

Para tal, reuniu-se um grupo de trabalho com conhecimento da investigação e da cooperação nos diferentes domínios científicos que contribuem para cada AC e que ajudará a delinear e implementar uma estratégia de médio-prazo para a afirmação das competências da UA junto dos interlocutores externos, promovendo a inovação como base para o desenvolvimento económico.

Dez Áreas de Cooperação com a sociedade

Foram definidas dez Áreas de Cooperação (AC) e designados coordenadores científicos em cada caso:

Na subweb (https://www.ua.pt/pt/areas-cooperacao) da UACOOPERA – estrutura responsável pela interface da UA com a sociedade e os agentes económicos – no portal da UA está disponível mais informação sobre esta temática. E-mail uacoopera@ua.pt .

UA debate contributo para a recuperação económica do país

No âmbito de uma reflexão sobre o melhor contributo que a UA poderá dar para a recuperação económica regional e nacional, a curto, médio e longo prazo, a UACOOPERA – Unidade Transversal para a Cooperação com a Sociedade da UA dinamiza, a 7 de abril, a partir das 15h00, uma sessão online subordinada ao tema “Conhecimento e Inovação no PRR e no PT-2030”. O evento contará com a presença do administrador da Agência Nacional de Inovação, António Bob Santos.

Considerando a atual conjuntura económica, resultante da crise pandémica que assola o país e o mundo desde o início de 2020, Portugal prepara-se para implementar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), plano esse que se estrutura em três dimensões – a resiliência, a transição climática e a transição digital.

Neste sentido, na sessão online “Conhecimento e Inovação no PRR e no PT-2030” serão apresentadas as oportunidades do PRR e da Estratégia Portugal 2030, bem como dos mecanismos existente na UA ao nível da Transferência de Conhecimento e Tecnologia (TCT). O papel da TCT enquanto driver do desenvolvimento económico será igualmente debatido, recorrendo a diversos casos práticos, apresentados pelos seus promotores internos e externos à academia.

Pretende-se ainda, através da partilha da experiência de investigadores e empresários nas diferentes interações Universidade-Sociedade, instigar os membros da academia a promoverem a aplicação do seu conhecimento nas empresas, tirando partido das parcerias e oportunidades de financiamento existentes.

Texto enviado por João Afonso Correia (Universidade de Aveiro)