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📻 Rádio Voz de Esmoriz

Antigo presidente da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz e antigo dirigente associativo do Esmoriz Ginásio Clube, Carlos Alves tem vindo a fazer um trabalho proeminente em Angola, na qualidade de director de estratégia do Noble Group, grupo de origem indiana e hoje uma das maiores confederações económicas de Angola que emprega 7200 colaboradores directos nas áreas de retalho e indústria (além de mais 2000 colaboradores inseridos em joint ventures na maior empresa de packaging, reciclagem de papel e embalagem primária e secundária) e marca presença em várias empresas industriais líderes na área de supermercados, lojas tradicionais, bebidas, detergentes, cosméticos, higiene pessoal, embalagem e reciclagem, além das cadeiras de retalho Angomart e Nossa Casa.

Nos passados dias 3 e 4 de Maio, Carlos Alves reuniu-se em Nova Deli (Índia) com o seu Presidente de Conselho de Administração (Noble Group) e ainda com o Presidente de Angola João Lourenço no âmbito do “Fórum Económico Índia – Angola”, cerimónia onde foram revelados novos investimentos com vista a triplicar a facturação nos próximos 5 anos e duplicar o número de colaboradores para 15.000, contando ainda com a diversificação na área de fertilizantes e outras indústrias de importância estratégica para aquele país africano.

Pela Nouble Group, Carlos Alves saúda João Lourenço, Presidente de Angola, na cerimónia que estreitou as parcerias entre a Índia e Angola.


Nos últimos dias, viemos a saber que Carlos Alves, em representação pela Nouble Group, anunciou um novo objectivo estratégico: apostar na agricultura angolana e valorizar o seu produto, num projecto que irá envolver a criação de 10 mil postos de trabalho, num prazo de três anos. Em entrevista ao jornal “Economia & Finanças” e à televisão angolana, o esmorizense refere que é importante apostar na produção “made in Angola” e que o Nouble Group, que opera há 24 anos naquele país, pretende “desenvolver a economia primária em Angola, para os angolanos, na zona interior do país”. O novo projecto teve o acordo assinado com o Fundo Soberano na ordem dos 250 milhões de dólares, focando sobretudo a zona norte do território.

Carlos Alves, director de estratégia do Nouble Group, anunciou ainda àquele jornal que “é um projecto que vai implicar uma aplicação de capital intensivo durante cerca de 4 anos, a preparar o terreno e a preparar o produto para processamento e além da produção de açúcar, que irá ser na ordem das 120 mil toneladas por ano, vai ter também uma destilaria de álcool que vai permitir suplantar as necessidades nacionais do chamado ENA em termos de fornecimento de álcool e açúcar para a indústria nacional”.

Este cidadão esmorizense é já uma das personalidades mais conhecidas da esfera empresarial angolana.



Carlos Alves (director de estratégia da Nouble Group) e Nazim Charnia (presidente da Nouble Group) com altos dignitários governamentais angolanos, nomeadamente José de Lima Massano, ministro de Estado da Coordenação Económica