Vigo – a cidade que se deixou iluminar pela magia do Natal (Reportagem)

16 de Janeiro, 2023 0 Por A Voz de Esmoriz

Vigo é uma das cidades mais carismáticas da Galiza. Os seus imponentes edifícios centenários, as suas vielas talhadas a pedra, a mística da sua comunidade (vivem na urbe quase 300 mil pessoas), os seus encantos naturais (caso da sua zona portuária e das Ilhas Cíes) e as suas próprias tradições cativam qualquer visitante.

Ultimamente, a cidade tem sido muito elogiada pela forma como celebrou o Natal (ou Navidad como dizem os espanhóis) no período compreendido entre os dias 19 de Novembro e 15 de Janeiro. E fê-lo de uma forma multifacetada e bastante dinâmica, convidando famílias, turistas e curiosos a deslocarem-se até à cidade cujo nome poderá derivar da palavra romana “vicus” que significava pequeno assentamento ou aldeia, embora ainda hoje essa teoria seja alvo de discussão entre os especialistas, visto que Vigo não era apenas, segundo nos contam, uma pequena aldeia na altura do Império Romano, assumindo já uma relevância maior nesses tempos.

Começamos pelas iluminações de Natal presentes em várias ruas e avenidas, e assumindo diversas tipologias. Foram várias as árvores de natal decoradas e recriadas de forma diferente, embora o destaque recaísse naturalmente na mega-estrutura (ou gigantesca árvore de natal) que, junto à Porta do Sol, fazia reluzir, durante a noite, as mais diversas cores e que seriam contempladas por milhares de cidadãos que se aglomeravam no centro histórico da cidade. Ali, muitos turistas aproveitaram para tirar uma selfie, enquanto outros conseguiram, certamente, excelentes fotos de família, talvez para recordar na posterioridade. Além da gigante árvore de Natal, havia uma bola enorme que, noutra parte de Vigo, assinalava esta época que é vivida por todo o mundo.

Depois tivemos várias estruturas distribuídas pelas avenidas e principais ruas da cidade. Dentro deste contexto, observámos presépios, a casa do Pai Natal (recorde-se que as crianças escreveram muitas cartas que foram ali colocadas), duendes mágicos, renas, bonecos de neve, os três reis magos, prendas gigantes, etc.

Além disso, e à medida que íamos descendo rumo à zona costeira, detectámos uma roda gigante – um divertimento a pensar nos mais novos. Nesse momento, visionámos igualmente o mercado de Natal e as outras estruturas de entretenimento (além da roda gigante, tínhamos carrosséis belíssimos, carrinhos de choque, trampolins, montanhas russas, etc.).

O mercado de natal, denominado “Cíes Market”, era composto por várias tasquinhas que partilhavam um revestimento em cor azulada. Proliferavam cerca de uma centena de barraquinhas que se destinavam a vender doçarias tradicionais, ementas ou pratos gastronómicos (como iguarias da região tínhamos o polvo, filloas, garrapiñadas, paellas, churros com chocolate ou torrões artesanais), objectos de decoração, bijuteria, tecidos e peças de artesanato. Ao anoitecer, o mercadinho enchia naturalmente através da afluência de vários cidadãos (provenientes das mais diversas origens) que usufruíram de excelentes momentos de convívio e que aproveitaram para adquirir os produtos que o mesmo disponibilizava.

A partir deste mercado, partia igualmente o comboio de Natal que percorreria depois o centro da cidade de Vigo, apresentando aos cidadãos espanhóis e aos turistas estrangeiros (refira-se que muitos portugueses estavam presentes) as principais decorações da quadra e os recantos históricos da mesma. Na Plaza de Portugal, havia ainda uma pista de gelo para que as crianças pudessem patinar sobre a mesma.

A celebração natalícia terminou oficialmente neste passado domingo, e a cidade de Vigo terá recebido cerca de 3 milhões de visitantes, segundo as expectativas iniciais, embora ainda se espere pelo balanço final.

A Galiza viveu assim de forma especial a Quadra Natalícia e os Reis.



Foto-Reportagem (dia 14/01/2023)